segunda-feira, 4 de abril de 2016

CLI - Dividindo PDF de várias páginas

Quando precisar separar um PDF com várias páginas ou salvar páginas específicas:
pdftk
Para fazer um pdf com as páginas 1, 2, 4 e 5 do pdf original:
$ pdftk myoldfile.pdf cat 1 2 4 5 output mynewfile.pdf

note que cat e output são parâmetros do pdftk. cat especifica a operação a ser executada no arquivo de entrada. output sinaliza que o que segue é o nome do pdf de saída.

Podem ser definidos intervalos de páginas:
$ pdftk myoldfile.pdf cat 1-2 4-5 output mynewfile.pdf
 
O modo mais rápido é separar todas as páginas de uma vez:

$ pdftk myoldfile.pdf burst 

Por padrão, os arquivos de saída são nomeados como pg_0001.pdf, pg_0002.pdf, etc.

pdftk também pode juntar arquivos separados em um só:

$ pdftk pg_0001.pdf pg_0002.pdf pg_0004.pdf pg_0005.pdf output mynewfile.pdf 
 
Na fonte destas dicas, tem duas soluções caso ocorram erros na gravação, uma utilizando ghostscript e outra usando convert, do imagemagik, que também trabalha com pdf e que eu deveria ter visto antes, já que já tinha o imagemagik instalado...

sábado, 17 de janeiro de 2015

Utilizar o teamviewer em rede local

O Teamviewer permite que o controle remoto seja feito pela rede local.

No computador remoto:Extra/Geral/Conexões LAN recebidas/Aceitar (se selecionar somente local, será exibido o IP em vez do ID)

No computador local: digitar o IP do computador remoto no endereço.

KDE - Ponto no teclado numérico

Em algumas versões do KDE, quando pressiono a tecla ponto (".") do teclado numérico o sistema mostra vírgula (","). Todas as configurações de localização e layout do teclado estão corretas. Estranhamente, em um console o ponto funciona normalmente. Achei a solução:
Configurações de teclado do KDE/Avançado/Teclado numérico elimina comportamento chave/Legado com tecla ponto.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Criar campeonato no Supertuxkart

Não é possível criar um campeonato no Supertuxkart por dentro do jogo, mas é possível criar um arquivo de campeonato, com a extensão .grandprix.

Criar arquivo de campeonato

Os campeonatos ficam gravados no seguinte caminho:

/usr/share/games/supertuxkart/data/grandprix


O número no início indica a posição em que o campeonato será exibido no alto da tela. Para inserir o meucampeonato no início da lista, é preciso que ele tenha o menor índice:
0_meucampeonato.grandprix1_penguinplayground.grandprix
2_offthebeatentrack.grandprix
3_tothemoonandback.grandprix
4_atworldsend.grandprix

Feito isso, o campeonato já será exibido na lista.

configurar o arquivo de campeonato

As pistas que vem instaladas com o jogo ficam em

/usr/share/games/supertuxkart/data/tracks

E as pistas baixadas como add-ons ficam em

/home/usuario/.local/share/supertuxkart/addons/tracks

No arquivo .grandprix é permitido criar um campeonato com pistas instaladas pelo jogo e com pistas baixadas pelo gerenciador de add-ons.

O comando

supertuxkart --list-tracks

exibe os nomes internos das pistas, que devem ser usados no arquivo .grandprix.

Para pistas baixadas, é obrigatório utilizar o prefixo "addon_", já que é possível existir pistas no repositório com o mesmo nome da oficial.


Um arquivo .grandprix com as pistas instaladas:

<supertuxkart_grand_prix name="Campeonato do Leo">

    <track id="addon_alpine-2"             laps="1" reverse="false" />
    <track id="addon_bebelious-circuit-2"  laps="3" reverse="false" />
    <track id="addon_city-lights"          laps="3" reverse="false" />
    <track id="addon_coyote-canyon"        laps="3" reverse="false" />
    <track id="addon_nostalgia"            laps="3" reverse="false" />
    <track id="addon_racetrack"            laps="4" reverse="false" />
   
</supertuxkart_grand_prix>

Um arquivo de campeonato original:

<supertuxkart_grand_prix name="Penguin Playground">

    <track id="sandtrack"    laps="3" reverse="false" />
    <track id="farm"         laps="3" reverse="false" />
    <track id="olivermath"   laps="4" reverse="false" />
    <track id="subsea"       laps="2" reverse="false" />
    <track id="scotland"     laps="3" reverse="false" />

</supertuxkart_grand_prix>

sdf




quarta-feira, 11 de julho de 2012

domingo, 4 de dezembro de 2011

live USB de ISO

Para transferir um ISO para um pendrive em vez de um CD/DVD, primeiro é preciso identificar o pendrive:


# ls -l /dev/disk/by-id/*usb*

A saída vai ser algo parecido com isso:

lrwxrwxrwx 1 root root  9 Dez  5 00:16 /dev/disk/by-id /usb-Kingston_DataTraveler_2.0_5B820E000750-0:0 -> ../../sdb
lrwxrwxrwx 1 root root 10 Dez  5 00:16 /dev/disk/by-id/usb-Kingston_DataTraveler_2.0_5B820E000750-0:0-part1 -> ../../sdb1

Onde sdX é o nome real do dispositivo. Neste caso, sdb.


Desmonte o pendrive:
# umount /dev/sdX1

Agora são duas opções:

Usando o dd_rescue, que pode ser baixado do repositório:
# dd_rescue /path/to/iso/nome_do_arquivo.iso /dev/sdX

O dd_rescue mostra o andamento da gravação:

Summary for openSUSE-11.2-KDE4-LiveCD-i686.iso -> /dev/sda:
dd_rescue: (info): ipos: 18944.0k, opos: 18944.0k, xferd: 18944.0k
errs: 0, errxfer: 0.0k, succxfer: 18944.0k
+curr.rate: 62925kB/s, avg.rate: 62925kB/s, avg.load: 29.9%
[...]

ou usando o dd:
# dd if=nome_do_arquivo.iso of=/dev/sdX bs=8M

Que só mostra a saída no final da gravação:

87+0 records in
87+0 records out
729808896 bytes (730 MB) copied, 179,351 s, 4,1 MB/s


Testei a gravação com sucesso no Mandriva usando o dd_rescue e no Opensuse usando o dd.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Como consertar: CTRL+F4 não fecha aba no Firefox

No linux, CTRL+<Fn> é tecla de atalho padrão para alternar entre as áreas de trabalho. Como só uso uma, CTRL+F4 não faz ação nenhuma, já que está associado à 4a área de trabalho.

Para remover esse atalho, no KDE, vá em Configurações do Sistema/Administração do Computador/Mouse e Teclado/Atalhos de Teclado Globais. Selecione o componente Kwin e a ação Mudar para a Área de Trabalho 4. Selecione Personalizada e o atalho Nenhum.



Pronto, o CTRL+F4 volta a fecha a aba no Firefox.

Tá bom, sei que CTRL+w também fecha, mas são anos de hábito que é dificil mudar.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Google, Motorola e a Veja

Não sou jornalista, não tenho nehum vínculo com a Google e não tenho nenhuma técnica para escrever textos longos. Qualquer coisa estranha a quem sabe escrever/formatar, já sabe porque.

Existem dois grandes assuntos que tenho um interesse muito grande e, posso dizer que domino um pouco: carros/automobilismo e tecnologia, incluindo o negócio por trás dela.

Já fui assinante da revista Veja e, frequentemente, reportagens com erros absurdos dos assuntos que domino eram publicadas. Enviei vários emails e nunca obtive resposta da revista. Com isso, surgiu uma dúvida: se as reportagens sobre carros, automobilismo e tecnologia tinham erros constantes, será que as de medicina, biologia, neurologia, economia, saúde, psicologia etc estavam todas corretas?

Hoje em dia, parece que nada mudou. Parece que Veja não tem preocupação nenhuma com a retidão de suas reportagens, que ultimamente tem falado muito da Apple. Até em reportagens sobre o uso de e-books na educação, aproveitam para colocar fotos do iPad e Steve Jobs, mesmo que na reportagem não tenha uma linha sequer falando do iPad.

Na última edição (2231, de 24 de agosto), falando sobre a compra da Motorola pela Google, a impresão que dá é que quem escreveu a matéria não entendeu nada do negócio e não quis perder mais uma oportunidade para escrever sobre a Apple.

Fico impressionado com a idolatria (recente, já que em 2007, usuários da Apple reclamaram muito das reportagens sobre o iPhone) da revista Veja à Apple e ao CEO Steve Jobs, a ponto de produzir a tal reportagem sobre a compra da Motorola Mobility pela Google e escrever mais sobre a Apple que sobre a compra.

Vamos à reportagem.

Na seção de negócios, Veja criou o seguinte título para a reportagem: "O Google quer abocanhar a Apple" e diz que "Com o negócio a empresa passará a desafiar a supremacia da maçã prateada de Steve Jobs".

A reportagem tem início enaltecendo a Apple, falando de sua evolução, inovação, de seu valor de mercado atual, da expectativa de valor para o futuro, lojas virtuais e afirma que "a maçã prateada de Jobs é a empresa de tecnologia mais bem sucedida da história"

Sobre este início de reportagem, 2 comentários:

- Apenas de 2009 para cá que os preços das ações da Apple começaram a se distanciar do preço das ações da IBM. Isto a tornou a empresa de TI mais valiosa atualmente. Isto está muito, mas muito longe de ser "a empresa de tecnologia mais bem sucedida da história", ignorando totalmente que, por exemplo, a IBM existe há mais de 100 anos, que tem funcionários que ganharam 5 prêmios nobel e 6 Turing Awards, que investe em pesquisa, desenvolvimento e inovação e que fabricou 212 dos 500 maiores supercomputadores do mundo.

- Nao considero que a Apple tenha inovado tanto como prega a imprensa não especializada. Eles tiveram o mérito de perceber as oportunidades do mercado antes de todo mundo e conseguir tornar popular o que já havia sido inventado, lançando produtos que o grande público (graças à imprensa não especializada) acha inovador.


Continuando, a reportagem diz que "para tentar tirar a supremacia da Apple o Google comprou (...) a Motorola Mobility, por 12,5 bilhoes de dolares". Fala sobre a forma de faturamento da Google, explica que é a dona do Android, que não deixará de fornecer o sistema aos fabricantes parceiros e que "na tentativa de crecer, ela ficará mais parecida com a Apple". E conclui o parágrafo dizendo que, "de acordo com analistas do setor, o atual modelo de negócios do Google havia chegado ao esgotamento". 

Depois, falando sobre o futuro da internet no celular, cita o ex-gerente para a América Latina do adSense, Roberto Grosman, que diz "Nao acredito que o Google esteja interessado na fabricação de aparelhos em si, até porque a margem que se ganha fazendo hardware é pequena, muito menor do que se ganhha produzindo software."

Bom, se a Google não tem interesse em fabricar aparelhos, como ela tentaria ficar mais parecida com a Apple? E, tentar tirar a supremacia da Apple em qual área? Se for no mercado, não faz sentido. Poderia ter sido explicado.

Sobre o que disseram analistas do setor sobre o esgotamento do atual modelo de negócios da Google, de qual setor são os analistas? Não é uma conclusão muito simples para uma reportagem da seção de negócios da revista?

Então, veio a parte principal: "Para os especialistas, um dos principais motivos que fizeram o Google desembolsar um valor considerado elevado para fechar a compra foi o fato de que a Motorola carrega 17000 patentes, acumuladas durante anos de pesquisa na área. Outras 7500 patentes da empresa estão sob análise do governo americano e também deverão ser acrescidas ás demais. Assim, o Google terá mais poder de barganha para se defender na intensa disputa por direitos autorais que ocorre nesse setor. Cada aparelho lançado carrega uma série de inovações desenvolvidas por diferentes empresas. No preço final de um dispositivo (um celular, por exemplo) está embutido o valor dos royalties devido a seus criadores. O Google, dessa forma, poderia fazer acordos com outras companhias para reduzir suas despesas com direitos autorais"
Esse deveria ter sido a parte mais importante e com mais destaque da reportagem, tanto por ser o assunto mais discutido durante toda a semana passada todas as vezes que se falou da compra, quanto por ter sido a parte em que a reportagem citou a opinião dos especialistas. Mas a Veja preferiu escrever só este parágrafo. Será que é porque tinham dado 3 páginas para a autora da reportagem e ela já tinha falado muito da Apple?

Na minha opinião (não sou especialista, é só a opinião formada depois de uma semana de leituras diversas) esse é o único motivo da Google ter comprado a Motorola. Com as patentes, ela tem como apoiar os outros fabricantes, entrando com patentes de peso na imbecil guerra de patentes de software.

A reportagem ainda terminou o parágrafo com uma informação totalmente maluca quando diz que "O Google, dessa forma, poderia fazer acordos com outras companhias para reduzir suas despesas com direitos autorais". Até onde eu sei, a Google não tem despesa nenhuma com direitos autorais. Muito pelo contrário, quando questionaram a Microsoft, sobre eles processarem e fazerem acordos com os fabricantes de aparelhos (HTC, Amazon, etc) por supostas violações de patentes do Android, eles justificam que quem tem lucro com os aparelhos são os fabricantes, não a Google. Com as patentes na manga, a Google tem a chance de acabar com essas ameaças e cobranças, aumentar o ecossistema em torno do Android e lucrar mais com propaganda.

Para terminar, as ilustrações da reportagem. Em uma página, uma foto do inventor do celular e um StarTAC (ocupando a metade de cima da página) e na outra, uma foto enorme (ocupando mais da metade da página) do Steve Jobs com um iPhone ao fundo. Nas legendas das fotos, o texto: "Ele fez primeiro,... (Martin Cooper, que inventou, na Motorola, o primeiro celular, o DynaTac. Acima, o popular StarTAC) ...Mas ele fez melhor (Steve Jobs, na apresentação do iPhone. Com o aparelho, a Apple iniciou a sua ascensão ao posto de maior empresa de tecnologia do mundo)."

Mais uma mentira pra babar o ovo/fazer propaganda/confirmar sua idolatria/<o que você quiser escrito aqui> da Apple. O povão que lê a Veja (sim, os leitores são mais instruídos, mas na média não entendem nada de tecnologia), só quer saber de comprar iPhone e iPad que a Veja sempre diz que é o melhor e não questionam informações falsas. Maior empresa de tecnologia do mundo...

Na parte de baixo da página, sem explicação nenhuma, sem legenda nenhuma, tem a seguinte tabela comparativa:

Vendas no segundo trimestre de 2011:
iPadXoom
Tablets9,25milhões440.000
iPhoneDroid
Smartphones20,3milhões4,4milhões

Tabela altamente favorável à Apple, certo? Só faltaram alguns detalhes, como por exemplo:
  • citar a fonte dos dados;
  • informar se foram vendas no varejo ou atacado;
  • incluir todos os aparelhos da Motorola, não só o Droid (cadê o Atrix, Milestones, Defy, Spice, Backflip, Dext, só pra ficar nos mais famosos?);
  • informar que estão incluídos todos os iPhones (2, 3, 3GS e 4).


Resolvi procurar uma estatística com fonte, achei duas da Gartner:
A primeira, mostra o total de aparelhos vendidos, comparando com o segundo trimestre de 2010:

Vendas mundiais de dispositivos móveis para usuários finais no 2o Trim. 2011 (Thousands of Units)




Vendor

2Q11
 Units

2Q11 
Market 
Share (%)


2Q10

 Units

2Q10 
Market 
Share (%)
Nokia
97,869.3

22.8

111,473.7

30.3
Samsung
69,827.6

16.3

65,328.2

17.8

LG
24,420.8
5.7
29,366.7
8.0
Apple
19,628.8
4.6
8,743.0
2.4
ZTE
13,070.2

3.0

6,730.6

1.8

Research In Motion
12,652.3

3.0

11,628.8
3.2

HTC

11,016.1

2.6

5,908.8
1.6

Motorola
10,221.4
2.4
9,109.4
2.5

Huawei Device
9,026.1


2.1

5,276.4

1.4

Sony Ericsson
7,266.5

1.7

11,008.5
3.0

Others
153,662.1
35.8
103,412.6
28.1

Total

428,661.2


100.0
367,986.7
100.0

Source: Gartner (August 2011)


A Apple mostrou um crescimento absurdo, dobrando as vendas de telefones e quase duplicando o market share. A Motorola aumentou pouco suas vendas, e o market share ficou estável. Note a quantidade vendida, bem diferente da tabela tendenciosa da Veja: mais de 10 milhões de unidades.


A segunda tabela, é mais interessante, mostra as vendas por sistema operacional, também comparando o segundro trimestre de 2010 com 2011:

Worldwide Smartphone Sales to End Users by Operating System in 2Q11 (Thousands of Units)

Operating System

2Q11 
Units

2Q11 
Market
Share
(%)

2Q10
 Units

2Q10 
Market 
Share
(%)
Android
46,775.9
43.4
10,652.7
17.2

Symbian

23,853.2
22.1

25,386.8

40.9
iOS
19,628.8
18.2
8,743.0
14.1

Research In Motion

12,652.3

11.7

11,628.8

18.7

Bada

2,055.8
1.9

577.0

0.9

Microsoft

1,723.8
1.6

3,058.8
4.9

Others

1,050.6
1.0
2,010.9
3.2

Total

107,740.4

100.0
62,058.1

100.0
Source: Gartner (August 2011)


O iOS também cresceu, de 14.1 para 18.2 de market share, mas o crescimento do Android, que é quem gera receita para a Google foi espantoso! Passou de 17,2% para 43,4% de market share. Praticamente metade do mercado de smartphones é de Android, que gera um caminhão de dados para a base de dados da Google direcionar suas propagandas. Assim, qual o interesse da Google em concorrer com a Apple? Nenhum! Pelo contrário, ela quer é que sejam vendidos mais aparelhos com Android, seja lá de que fabricante for, para que ela venda mais propaganda, que é sua principal fonte de receita. Inclusive, o CEO da Samsung deu as boas vindas à Google, já sabendo que as patentes adquiridas facilitarão a vida deles com relação às ameaças de processo.

Se eu estiver errado nestas críticas, por favor, comentem.

Edit: Hoje o Steve Jobs renunciou ao cargo de CEO da Apple. Quão orfã a Veja ficará. E também, a Samsung reuniu seus principais executivos para discutir um plano B. Quem sabe dessa vez o Bada não reapareca com força?

domingo, 19 de junho de 2011

Bad RPMs

Se durante a instalação de pacotes no Mandriva ou Mageia (pelo menos na versão 1), ocorrer o erro "A instalação falhou - RPMs ruins/Installation Failed - Bad RPMs":

1. Limpar o cache:
su
rmdir --ignore-fail-on-non-empty /var/cache/urpmi/partial

2. Atualizar a base UPRMI:
urpmi.update -av

Depois instalar novamente.

Fonte: http://forum.mandriva.com/en/viewtopic.php?t=111430

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Converter .nrg para .iso

Para converter uma imagem do Nero (arquivo .nrg) para iso:

dd bs=1k if=image.nrg of=image.iso skip=300
Simples assim. Uma imagem do Nero é um iso com 300KB a mais no início. O skip=300 pula o início e copia só o iso.

Se preferir, pode usar o AcetoneISO ou nrg2iso.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Habilitar scroll com botão do meio no Firefox

Se a rolagem da página não estiver habilitada quando pressionar o botão do meio do mouse, alterar no about:config:
general.autoScroll = true

domingo, 30 de maio de 2010

É com imensa satisfação...

...que venho informar que nosso site estará temporariamente fora do ar por alguns minutos.

Não fui eu que disse isso! Está aí a foto do site pra provar.
Os caras, com imensa satisfação, informam que eu não posso acessar os serviços que eles prestam!!



segunda-feira, 24 de maio de 2010

NFS no Mandriva

No servidor, liberar a porta 111/tcp (ou marcar Servidor NFS no MCC).

No cliente, a ferramenta gráfica do Mandriva não funciona, então o mapeamento deve ser feito manualmente:

# mount -t nfs 192.168.2.102:/home/marcelo /media/home_desktop

domingo, 23 de maio de 2010

Diminuir o tamanho das MV VirtualBox

1. Zerar o conteúdo dos setores em branco
- Apagar todos os arquivos temporários, caches, etc...
- Se a MV for windows, baixar sdelete e executar "sdelete -c"
- Se a MV for linux, usar o zerofill ou Zero Linux
2. Compactar a MV
- Desregistrar a MV (em casos extremos, apagar o ~/.VirtualBox/VirtualBox.xml)
- Se o comando (ainda não testei no Virtualbox 4)
VBoxManage modifyhd winxp_sp3.vdi --compact
não funcionar, usar:
VBoxManage clonehd winxp_sp3.vdi winxpsp3.vdi

Vacuum nos arquivos sqlite do Firefox 3.5+

A partir do FF 3.5 os arquivos de configuração passaram a ser armazenados no sqlite, em vez de arquivos texto. Pra fazer o vacuum:

$ for i in *.sqlite; do echo "VACUUM;" | sqlite3 $i; done

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Selecionar todo o texto na barra de endereços do Firefox no Linux

Acho que no Windows o padrão é selecionar todo o texto quando se clica na barra de endereços. No Linux isso não acontece, é preciso dar dois cliques. Para alterar, no about:config altere o parâmetro browser.urlbar.clickSelectsAll para true

domingo, 30 de agosto de 2009

Alterar data de fotos com ExifTool

Estava procurando como alterar a data da tabela Exif e achei um artigo que traduzi livremente.

Original em inglês em http://www.tectonic.co.za/?p=1970
December 31, 2007 By Alastair Otter


"Alterar data de fotos com ExifTool
Quantas vezes aconteceu de você comprar uma câmera nova ou substituir a bateria da sua câmera e, depois de tirar centenas de fotos, você percebe que esqueceu de configurar a data? Agora todas as suas fotos foram tiradas em janeiro de 2000 em vez de setembro de 2009. Editar manualmente a data de criação de cada foto, uma por uma é uma tarefa assustadora, principalmente se você tira muitas fotos. Fazer isso com um único comando usando o ExifTool é um processo bem mais simples.

Exiftool é um script Perl criado por Phil Harvey que torna possível editar praticamente cada informação de um metadado Exif (Exchangeable image file format) associado a fotos.

Mudar a data de criação é simples: basta saber quanto atrasada está a data da sua câmera e depois instruir o ExifTool a ajustar todas as fotos:

Por exemplo, digamos que o clock da sua câmera foi resetado para 2000:01:01 00:00:00 quando você coloca uma nova bateria em 2005:11:03 10:48:00. Todas as suas imagens estão com os timestamps errados por 5 anos, 10 meses, 2 dias, 10 horas e 48 minutos. Para corrigir isso, coloque todas as imagens no mesmo diretório ("DIR") e rode o ExifTool:

$ exiftool “-DateTimeOriginal+=5:10:2 10:48:0″ DIR

Claro que o ExifTool faz muito mais que mudar datas e vale a pena investir um tempo conhecendo o script se você leva fotografia a sério. Mas, para correções rápidas de data ExifTool também é ideal."

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Como eu não estava disposto a fazer contas para saber o atraso da data, simplesmente coloquei o mesmo timestamp em todas as fotos:

$ exiftool -DateTimeOriginal='2009-08-30' /*.jpg

sábado, 22 de agosto de 2009

Fé demais não cheira bem (Lúcio Mauro Filho para oglobo.com)

Nunca votei, não voto e não pretendo votar no PT. Gostei desse artigo por ter sido escrito por um PTista de carteirinha.

Fé demais não cheira bem
Artigo publicado no site oglobo.com escrito por Lúcio Mauro Filho.

Em outubro de 2002, nós artistas fomos convidados a participar de um encontro com o então candidato à Presidência da República Luis Inácio Lula da Silva na casa de espetáculos Canecão, no Rio de Janeiro. Fui ao encontro como eleitor de Lula desde o meu primeiro voto e também como cidadão brasileiro ansioso por mudanças na forma de se fazer política no país. O clima era de festa, com muitos colegas confraternizando e um sentimento que desta vez a vitória viria.

Na porta principal da casa, uma tropa de políticos do PT e da coligação partidária recebia a todos com bottons, apertos de mãos firmes e palavras de ordem. E no meio de quadros tão interessantes da nossa política, este que vos fala foi recebido justamente por quem? Pelo Bispo Rodrigues (hoje ex-político e ex-religioso).

As pulgas correram todas para trás da minha orelha. Ser recebido no encontro do Lula com os artistas pelo bispo da Igreja Universal filiado ao extinto PL não era bem o que eu esperava daquela ocasião. Era um prenúncio claro do que viria a acontecer depois.

Veio o apoio do PTB de Roberto Jefferson, que tinha horror a Lula, mas que mesmo assim acabaria recomendando o voto no candidato do PT, como forma de desagravo ao então presidente do seu partido, José Carlos Martinez, que por sua vez tinha ódio por José Serra, a quem considerava culpado pela volta aos jornais da história do empréstimo que ele teria recebido de Paulo César Farias, no início dos anos 90. Com essa turma, a candidatura de Lula chegava à reta final.

A vitória veio e, com ela, uma onda de otimismo e de esperança em dias melhores, de mais inclusão, mais justiça social e menos corrupção e descaso. Éramos os pentacampeões mundiais no futebol e com Lula presidente ninguém segurava essa Nação. Pra frente Brasil!

Depois de dois anos de namoro, os ventos começaram a mudar com o surgimento de uma gravação onde Waldomiro Diniz, subchefe de assuntos parlamentares da Presidência da República, extorquia um bicheiro para arrecadar fundos para as campanhas eleitorais do PT e do PSB no Rio. O fato foi tratado como um deslize isolado de um funcionário de segundo escalão que de forma alguma representava a ideologia do Partido dos Trabalhadores. Waldomiro foi afastado do governo.

Em meados do ano seguinte surgiu uma nova gravação, onde o então funcionário dos correios Maurício Marinho aparecia recebendo dinheiro de empresários. Ele dizia ter autorização do deputado Roberto Jefferson do PTB. Em defesa de seu aliado, o presidente Lula afirmou na época que confiava tanto em Jefferson que lhe daria um "cheque em branco".

As investigações foram aprofundadas e na base do "caio, mas levo todo mundo junto", o deputado afirmou em entrevista à "Folha de São Paulo" que existia uma prática de mesada paga aos deputados para votarem a favor de projetos de interesse do governo. Lula deu o cheque em branco e recebeu de volta a crise que derrubaria, um por um, os homens fortes do seu partido. E de uma hora para outra, José Dirceu, José Genoíno, Antônio Palocci, João Paulo Cunha e outros políticos que tanto admirávamos, chafurdaram na lama da política suja, com histórias de abuso de poder, tráfico de influência e até coisas inimagináveis, como dólares transportados em cuecas e saques em boca de caixa totalmente suspeitos.

Acabou a inocência. O PT começou a desprezar quadros importantes do partido que não concordavam com as posições incoerentes com a luta pela ética e a moralização do país. Pior do que isso, acabou por expulsar alguns deles, como a senadora Heloísa Helena e os deputados Babá e Luciana Genro. Outros saíram por também não concordarem com as práticas até então impensáveis para um partido que se julgava detentor da bandeira da honestidade. E assim partiram Cristovam Buarque e Fernando Gabeira.

Apesar de toda uma nova geração de políticos interessados em refundar o partido e aprender com os erros, como José Eduardo Cardozo, Delcídio Amaral e Ideli Salvati, o PT preferiu manter a estratégia do aparelhamento, do fisiologismo e do poder a todo custo, elegendo o pau mandado Ricardo Berzoini novo presidente do partido. Ele representava o Campo Majoritário, grupo que sempre esteve na presidência do PT desde sua fundação.

Depois que nada foi provado na CPI do Mensalão, o Partido dos Trabalhadores percebeu que a bandeira da ética já não importava mesmo e começou novamente uma fase "rolo compressor" de conchavos e blindagens com o que há de pior na política brasileira. Veio o segundo mandato e com ele o fato. O presidente Lula cada vez mais nas mãos do PMDB, o partido que definitivamente não está nem aí com ideologias, ética ou qualquer coisa parecida.

Depois da derrocada dos grandes caciques do PT, restou Dilma Roussef, a super ministra, como única opção de candidatura para a sucessão do presidente Lula. Mas Dilma não tem carisma nenhum. É uma figura técnica, fria. Precisa desesperadamente do presidente preparando palanques com dois anos de antecedência, emprestando toda a sua popularidade, como uma espécie de "ghost charisma". Precisa também do PMDB com seus acordos e chantagens como co-patrocinador político da candidatura.

Para isso, foi preciso o governo se meter em mais outra crise e comprovar que é muito mais PMDB que PT. Depois de Jefferson, Bispo Rodrigues, Severino Cavalcanti, os eleitores do Lula estão tendo que agüentar o pior. Ver o presidente de mãos dadas com Fernando Collor, Renan Calheiros e José Sarney. E ver um Conselho de Ética formado em sua maioria por suplentes como os senadores Wellington Salgado, Gim Argello e até o presidente do conselho, Paulo Duque, que afirmou que "adora decidir sozinho".

No momento em que políticos como Aloizio Mercadante tentam juntar os cacos do PT, tomando atitudes coerentes com o que o partido sempre pregou, lá vem o executivo com sua emparedada já tradicional, desautorizando o líder de sua bancada, mais uma vez constrangido pela direção do PT. E as promessas as quais me referi lá atrás, Delcídio e Ideli, votaram a favor do arquivamento de tudo e da permanência do que aí está. Mais uma vez, o fim justifica os meios.

E assim, é a vez de Marina Silva abandonar o barco, cansada de guerra. A ex-ministra do Meio Ambiente que viu o presidente Lula entregar nas mãos do ministro extraordinário de assuntos estratégicos, Mangabeira Ünger, o Programa Amazônia Sustentável (PAS). Justo ela, uma cidadã da Amazônia. Foi a gota d'água. Desautorizada, Marina deixou o cargo. Agora, deixa o partido. E o Mangabeira Ünger? Voltou para Harvard para não perder o salário de professor (em dólar), deixando os assuntos estratégicos para o passado.

Esse é o atual panorama da política nacional. Deprimente. Políticos dizendo na cara de seus eleitores que realmente estão se lixando. Acabou o pudor. Com o presidente Lula corroborando tudo que é canalhice e uma oposição que é também responsável por tudo que aí está, pois governaram o país por todos esses anos e ajudaram a moldar todas as práticas que o governo do PT aperfeiçoou, talvez estejamos realmente precisando de uma terceira via.

Eu não sei se imaginei um cenário tão devastador quando constrangido evitei o aperto de mão do Bispo, lá na porta do Canecão. Mas um trocadilho não me sai da cabeça: "Fé demais não cheira bem".