terça-feira, 30 de junho de 2009

mkisofs no mandriva 2009.1

No Mandriva 2009.1 o mkisofs é disponibilizado pelo pacote cdrkit-genisoimage através do genisoimage.
Alguns programas (por exemplo, o Kdenlive) buscam o mkisofs. Se na instalação do
cdrkit-genisoimage o link simbólico para o mkisofs não for criado, deve ser feito manualmente:

# ln -s /usr/bin/genisoimage /usr/bin/mkisofs

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Tema do windows XP no Firefox do Linux

Não sei porque, mas o tema padrão do Firefox para Linux (Tango) é diferente do tema padrão criado para o Windows XP, que é bem mais bonito. O Jed Liu resolveu o problema modificando o tema criado para o Vista.

O tema Strata XP on Linux pode ser baixado aqui.

As diferenças básicas no visual:


Tema do Linux (Tango)



Tema do Windows XP

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Configurar proxy para todos os programas

No Mandriva:
MCC/Rede & Internet/Proxy e preencher os campos proxy http e ftp com os valores abaixo:

Se o proxy tiver autenticação:
http://usuario:senha@ip_do_proxy:porta
ftp://usuario:senha@ip_do_proxy:porta
Se não tiver autenticação
http://ip_do_proxy:porta
ftp://ip_do_proxy:porta

Se não tiver o MCC, pelo terminal devem ser criadas duas variaveis no arquivo /etc/profiles:

Se o proxy tiver autenticação:
http_proxy="http://usuario:senha@ip_do_proxy:porta"
ftp_proxy="ftp://usuario:senha@ip_do_proxy:porta"
export http_proxy ftp_proxy

Se não tiver autenticação
http_proxy="http://ip_do_proxy:porta"
ftp_proxy="ftp://ip_do_proxy:porta"
export http_proxy ftp_proxy

domingo, 18 de janeiro de 2009

Desktop Itautec - Nunca Mais

Enviei um email para a Itautec com o texto aí de baixo quase sem alterações:

Em novembro de 2007 meu pai pediu que comprasse um computador para ele. Insisti para que eu montasse a máquina, argumentando que sairia bem mais barato e com componentes de melhor qualidade, mas fui vencido pela possibilidade de parcelamento em várias vezes, oferecida somente pelo varejo.

Pelas opções disponíveis, resolvi comprar um desktop da Itautec. Pensando no tempo que a empresa está no mercado e na qualidade dos produtos que eu conheci no passado, imaginei que os desktops atuais tivessem uma qualidade melhor que a dos concorrentes encontrados no varejo. Descobri que o chipset das placas mãe eram Intel em vez do Sis da concorrência, o que me fez decidir pela marca.

A primeira decepção foi com o Librix enviado com o micro, que eu não conhecia e imaginei ter alguma qualidade por ser baseado no Gentoo. Para vocês terem uma idéia, o Mandriva 2008.1 live-cd iniciava mais rápido que o Librix instalado no HD!!! Nem é preciso dizer que ele não durou nem um dia na máquina e foi subsituído pelo Mandriva.

Bom, vamos ao que interessa. Logo no início do uso do computador a imagem na tela começou a oscilar (escuro/claro). Levei na assistência técnica, e me disseram que não havia pasta térmica entre o processador e o dissipador, que eles passaram pasta e que o problema havia sido resolvido. Não aceitei a desculpa mas, como o problema não aconteceu diante do técnico, não pude fazer nada. De qualquer forma, absurdo o produto sair da linha de montagem sem a pasta.

Conforme esperado, depois de um tempo de uso, a imagem começou a oscilar novamente. Voltei na assistência, e pedi que colocassem na OS que o problema só acontecia depois de um tempo de uso. Dessa vez, o problema foi constatado, e fui informado que o micro foi enviado para a Itautec e que a placa mãe foi trocada.

O micro voltou (a meu ver, depois de um tempo longo) e o problema havia sido resolvido. Uns meses depois, a imagem começou a oscilar novamente. Terceira visita à assistência técnica, e novamente a informação que a placa mãe havia sido trocada.

Problema resolvido novamente. Adivinhem o que aconteceu? Depois de um tempo a imagem voltou a oscilar, só que agora a garantia acabou, depois de 2 placas mãe trocadas fiz um pedido de extensão da garantia, já que a placa é nova e, nesse caso, acredito que tenho direito a mais um tempo para trocar a placa novamente.

Na minha cabeça, fica a imagem de uma Itautec que já foi boa e hoje usa produtos de péssima qualidade, considerando que 3 placas mãe deram o mesmo problema (a que veio no micro e as duas que foram trocadas).

Caso a garantia não seja estendida, me resta lamentar muito, testar uma placa de vídeo externa e torcer para que o problema não seja na placa mãe e sim no chipset de video. Senão, comprar uma placa mãe decente nova. De qualquer forma, passar a nunca, mas nunca mais mesmo, recomendar produtos da Itautec, sejam desktops ou notebooks, tanto para conhecidos, no trabalho.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Adobe aprende lição com Flex open-source

A Adobe Systems está aprendendo os desafios e complexidades de abrir o fonte de seu programa

Um ano e meio depois da Adobe ter lançado o Flex Software Development Kit (SDK) sob a Mozilla Public License (MPL) para encorajar o desenvolvimento é a empresa - não a comunidade - que continua com a tarefa de desenvolver e corrigir o Flex.

A maioria das submissões de código são dos funcionários da Adobe, com a maioria dos contribuidores de fora reportando bugs em vez de darem idéias/funcionalidades novas.

Quando anunciou que estaria abrindo o código fonte do Flex em abril de 2007, a Adobe disse que o movimento seria um meio de, em conjunto com a comunidade de desenvolvedores, adicionar dinamismo e inovação. Flex é um de muitos códigos da Adobe que serão abertos, seguindo entre outros, Tamarin a BlazeDS. O prêmio principal, Flash Player, continua fechado.

Matt Chotin, gerente sênior de produtos, disse que é um desafio trazer pessoas para a comunidade que dêem idéias e sugestões para o Flex com submissão de código.
"São várias pessoas que dizem casualmente que querem alguma funcionalidade, mas não querem criar uma conta."

"Nós temos uma comunidade Flex muito ativa... mas trazer pessoas simplesmente mandando uma idéia sem nada a suportando é difícil - qualquer idéia é boa desde que tenha código com ela".

"Nós ainda estamos tentando entender como fazer a comunidade e empresas dizerem: 'Essa é uma mudança importante e eu quero fazer essa contribuição.'"


Enquanto isso existe a falta de um sistema de fornecedores (NR:entendi como empresas que desenvolvem usando Flex) em torno do Flex. Reconhecidamente, a comunidade Flex open-source é relativamente nova, mas Chotin parece pensar que uma comunidade baseada em fornecedores seria melhor em submeter idéias e especificações. Como fornecedores tem algo em jogo, teriam mais boa vontade em disponibilizar recursos e código para completar as alterações.

Isso aconteceu em outras comunidades. Com IBM/Eclipse, por exemplo, fornecedores de áreas específicas lideraram projetos que facilitaram atender o objetivo de suas estratégias.

"Eu espero ver mais contribuições acontecendo dessa forma. Precisamos construir isso... com o ecossistema crescendo teremos mais contribuições formais em torno dele."


Mas Chotin admitiu que a Adobe mantém as contribuições que tem recebido atualmente, que são basicamente correções, sob um controle muito rígido. Ele disse que consome muito tempo aceitar todas as correções enviadas à Adobe.

Além disso, tem o desafio de fazer a comunidade aceitar o “road map” que a Adobe prefere e que pode levar adiante, sem fazer com que as pessoas desistam por ver a Adobe mantendo um controle muito rígido. Existe uma linha tênue entre fornecer informações suficientes à comunidade e dar dicas aos concorrentes sobre os planos para o Flex.

"Tentamos falar sobre os conceitos que pensamos ser importantes e os colocamos no contexto do Flex sem dizer quais outras coisas estamos fazendo na Adobe para tirar proveito disso."

"É um desafio para nós falar sobre as idéias que queremos no Framework Flex sem expor as idéias comerciais que estamos trabalhando."


Chotin admitiu que uma coisa que a Adobe poderia ter feito melhor antes de tornar o Flex open source era pesquisar melhor como outros projetos open source funcionam. Isso poderia ter dado informações sobre como o projeto Flex poderia ter sido definido e melhorar a forma como as coisas tem sido feitas.

Além disso, enquanto Chotin diz que a Adobe está contente com a escolha da MPL, poderia ter havido mais pesquisa sobre o assunto licenças.
"Não é um inferno entender uma licença, é um inferno escolher uma licença." disse ele, notando que "todos são críticos" sobre qual licença é melhor.

Valeu a pena abrir o fonte? A maioria dos custos que a Adobe teve - e continua tendo - ao abrir o fonte do Flex vem do número de pessoas/hora envolvidas no trabalho das correções submetidas, por exemplo. Chotin afirma que não pode colocar nem mais um dolar no trabalho.

Ele continua confiante, contudo, que open-source é a direção correta já que pode ajudar a semear a captação de outras tecnologias Adobe, como a Cocomo, para incluir capacidade de rede social em Rich Internet Applications (RIAs) que usem Flex, inclusive o próprio Flex.

"Quanto mais o Flex for adotado, mais a Adobe deve se beneficiar. Se o Flex crescer mais por causa dos nossos esforços open-source, teremos um grande grupo de desenvolvedores usando Cocomo. Mas isso não necessariamente é traduzido instantaneamente em dólares."


Texto original: The Register

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Moeda de troca

Esse texto foi escrito por Daniel Mattos e Paula Wetzel e saiu publicado no site o globo no dia 07/11/2008. Daniel Mattos é cineasta e doutor em Comunicação e Cultura pela UFRJ e Paula Wetzel é arquiteta, especialista em Urbanismo pelo Bennett

Paes usa a Cultura como troco

A escolha de Jandira Feghali para a pasta da Cultura na nova administração carioca é o pior sinal emitido até agora por Eduardo Paes. Demonstra de forma inequívoca a reedição da desgastada prática de loteamento irresponsável da administração pública, em um movimento oposto ao prometido pelo então candidato.

Tanto Paes quanto Jandira já são versados na arte da contradição entre palavras e atos. Mudam de aliados e inimigos de uma semana pra outra, pois crêem que os fins justificam os meios. Os fins, nesse caso, correspondem exclusivamente ao acesso a mais uma dose do viciante poder, exercido através de uma dotação orçamentária, não importa qual.

Não podemos nos permitir enquanto cidadãos receber com naturalidade a afirmação de Jandira de que desejaria "uma secretaria com viabilidade econômica" e ponto. A tradução última dessa lógica predatória é a seguinte: não lhe importa a secretaria, o que importa é a grana.

Jandira tem intimidade nenhuma com a Cultura. E sua fulgurante ignorância a respeito do assunto já se faz patente nas primeiras declarações, como demonstra a afirmação de que os proprietários de imóveis incluídos nas Apacs não os podem vender. Há um ato-falho embutido nessa gafe. Os imóveis obviamente podem ser vendidos, mas deixam de interessar às construtoras, que naturalmente gostariam de espetar em seus lugares novos grandes espigões em bairros já completamente saturados.

Jandira não entende ou finge não entender (não se sabe o que é pior) que a Apac não é um instrumento exclusivamente cultural, mas também tem papel fundamental no ordenamento urbano. E mais: os traços arquitetônicos da cultura não se revelam exclusivamente na antiguidade das construções, mas também nas suas dimensões e formas de integração com o espaço público. Uma cultura em extinção está representada no pequeno prédio com apartamentos térreos, outra se faz sentir naqueles se isolam das ruas por três ou quatro andares de garagens de concreto.

Jandira revela, já no seu primeiro dia servindo-se do poder, que pretende usar um casuísmo semântico (a palavra cultura na sigla Apac) para beneficiar os interesses da especulação imobiliária, desprezando por incompetência ou má fé a natureza interdisciplinar das Apacs.

É muito triste constatar que a pasta da Cultura, considerada sempre secundária pelos políticos tradicionais, é usada mais uma vez como troco no balcão de negócios da barganha política, impondo à cidade pesadas perdas de longo prazo em favor de mesquinhas vantagens de curtíssimo prazo.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Turismo em Jacarepaguá

Desde que comecei a trabalhar em Jacarepaguá tinha curiosidade de saber o que era uma construção no alto de um morro, que via praticamente de qualquer lugar. Esse mês, finalmente fui até lá.

O lugar é a Igreja de Nossa Senhora da Pena. Ela fica no alto desse morro (Pedra do Galo), a 170 metros de altura. O acesso é feito por uma estrada de pedra, bastante irregular e íngreme, construída por escravos. A igreja foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAM), em 1938.


Existem datas diferentes informando a sua construção. O que consta no site da igreja é que em 1661 um negrinho escravo perdeu uma vaca de seu senhor, que ameaçou lhe dar uma surra caso a vaca não aparecesse. O escravo pediu proteção à Nossa Senhora e, ao olhar para o morro, a viu apontando para onde estava a vaca. Tal milagre foi presenciado pelo fazendeiro que em reconhecimento mandou construir uma capela no alto do morro e alforriou o escravo. Foi o primeiro registro de alforria no Brasil.




Em 1664, o Padre Manuel de Araújo construiu a igreja atual, com a marca dos jesuítas. Em seu museu estão relíquias interessantes como uma pedra batismal utilizada por Anchieta e uma cadeira onde D. Teresa Cristina, esposa de D.Pedro II era transportada pelos escravos até o alto do morro.

Não pude entrar, pois a igreja estava em obras. Só pude tirar fotos do lado de fora e, por azar, o dia estava meio nublado. As fotos:






Relógio de sol na lateral da igreja. Sim, tirei a foto do lado errado...


Lateral da igreja



Freguesia e parte do Anil


Mais Freguesia


Barra da Tijuca ao fundo


Em baixo Pechincha e ao fundo o Parque da Pedra Branca


Ao fundo Taquara